Boletim Dominical Igreja Presbiteriana de jaraguá do Sul
10 de maio de 2026 · N° 69 · Ano 2
O Calvinismo Como Tendência Geral Independente
"E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)
O campo do Calvinismo é, de fato, muito mais extenso que a interpretação confessional limitada nos levaria a supor. A aversão a nomear a Igreja com nome de homem deu origem ao fato que, embora na França os Protestantes fossem chamados de "Huguenotes", na Holanda de "Mendigos" (Beggars), na Grã-Bretanha de "Puritanos" e de "Presbiterianos", e na América do Norte de "Pais Peregrinos", todos estes são produtos da Reforma que, em seu continente ou no nosso, sustentaram um tipo especial reformado, eram de origem calvinista.
Mas a extensão do campo calvinista não deveria ser limitado a estas revelações mais simples. Ninguém aplica uma regra exclusiva como esta ao Cristianismo. Dentro de seus limites nós incluímos não somente a Europa Ocidental, mas também a Rússia, os Estados dos Balcãs, os Armênios, e até mesmo o império de Menelik na Abissínia. Portanto, é justo que do mesmo modo deveríamos incluir no aprisco calvinista também aquelas Igrejas que tem mais ou menos divergido de sua forma mais pura. Em seus 39 Artigos, a Igreja da Inglaterra é estritamente calvinista, ainda que, em sua hierarquia e liturgia tenha abandonado os caminhos retos, e tenha encontrado as sérias consequências deste desvio em puseísmo e ritualismo. A Confissão dos Independentes era igualmente calvinista, apesar que em sua concepção sobre a Igreja a estrutura orgânica foi enfraquecida pelo individualismo. E, se sob a liderança de Wesley, muitos Metodistas tornaram-se opostos à interpretação teológica do Calvinismo, não obstante, é o espírito do Calvinismo em si que criou esta reação espiritual contra a petrificante vida da Igreja de seus dias. Em um certo sentido, portanto, pode ser dito que todo campo que foi coberto pela Reforma, até onde ele não era luterano nem sociniano, foi, a princípio, dominado pelo Calvinismo. Até mesmo os Batistas aplicaram-se em abrigar-se nas tendas dos calvinistas. É o caráter livre do Calvinismo que explica o aumento destes vários tons e diferenças, e das reações contra seus excessos.
Por sua hierarquia, o Romanismo é e permanece uniforme. O Luteranismo deve sua semelhante unidade e uniformidade à ascendência do príncipe, cuja relação com a Igreja é aquela de "summus episcopus" para sua "ecclesia docens". O Calvinismo, por outro lado, que não sanciona nenhuma hierarquia eclesiástica nem interferência magistral, não poderia desenvolver-se exceto em muitas e variadas formas e derivações, certamente incorrendo assim no perigo de degeneração, provocando a sua volta todo tipo de reações unilaterais. Com o livre desenvolvimento da vida, tal como era pretendido pelo Calvinismo, não poderia deixar de aparecer distinção entre um centro, com sua plenitude e pureza de vitalidade e força, e a ampla circunferência com seus declínios ameaçadores. Mas nesse próprio conflito entre um centro mais puro e uma circunferência menos pura, o constante trabalho de seu espírito foi garantido pelo Calvinismo. (Abraham Kuyper 1837-1920)
Em nosso texto destacado: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2), façamos algumas considerações:
O versículo é a resposta de Paulo sobre como tornamos tudo em nossa vida uma adoração. Precisamos ser transformados. Não apenas nosso comportamento externo, mas a forma que sentimos e pensamos – nossas mentes.
Aqueles que creem em Cristo Jesus já são novas criaturas compradas com sangue. "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura" (2 Coríntios 5:17). Porém, agora, precisamos nos tornar o que nós somos. "Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento" (1 Coríntios 5:7).
"E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou" (Colossenses 3:10). Você foi criado novo em Cristo; e agora você é renovado dia a dia.
Agora, focamos na última parte do versículo, o propósito da mente renovada: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, [agora, surge o propósito], para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". Desse modo, este artigo terá como foco o sentido da expressão "vontade de Deus" e como podemos conhecê-la.
Há dois sentidos claros e muito diferentes para a expressão "vontade de Deus" na Bíblia. Precisamos conhecê-los e definir qual deles é usado em Romanos 12:2. De fato, saber a diferença entre esses dois sentidos da "vontade de Deus" é crucial para entendermos um dos maiores e mais perplexos fatos em toda a Bíblia, que Deus é soberano sobre todas as coisas. Significa que Deus desaprova algumas coisas que ele ordena que aconteçam. Isto é, ele proíbe algumas das coisas em que ele é a causa. E ele ordena algumas das coisas em que causa obstáculo. Ou, para expressar isso de um modo paradoxal: Deus deseja que alguns eventos ocorram em um sentido que ele não deseja em outro sentido.
Qual vontade de Deus é referida em Romanos 12:2? A resposta é que Paulo se refere à vontade de preceito de Deus. Digo isso por, pelo menos, duas razões. Uma é que Deus não tem a intenção de que saibamos sua vontade soberana antecipadamente. "As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós" (Deuteronômio 29:29). Se você deseja saber os detalhes futuros da vontade de decreto de Deus, você não quer uma mente renovada, você quer uma bola de cristal. Isso não se chama transformação e obediência; chama-se adivinhação, vaticínio. A outra razão para dizer que a vontade de Deus em Romanos 12:2 é a vontade de preceito e não sua vontade de decreto é que a frase "para que experimenteis qual seja a boa" implica que devemos aprovar a vontade de Deus e então, obedientemente, cumpri-la. Porém, de fato, não devemos aprovar o pecado ou praticá-lo, embora ele seja parte da vontade soberana de Deus. O sentido de Paulo em Romanos 12:2 é parafraseado em Hebreus 5:14: "Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal". Esse é o propósito do versículo: não se referir à secreta vontade de Deus que ele planeja realizar, mas ao discernimento da vontade revelada de Deus que deveríamos cumprir.
Agenda Semanal
Segunda-feira
- 19:00 - Classe Nicodemos
- 19:00 - Estudo Bíblico dos Adolescentes - EBA
Terça-feira
- 20:00 - Escola para Diaconia
Quarta-feira
- 19:30 - Momento de Oração & Doutrina
A Parábola do tesouro escondido - os preciosos tesouros do reino.
Sexta-feira
- 19:00 - Ensaio do Coral
Sábado
- 09:00 - Ensaio do Louvor
Domingo
- 09:00 - Escola Bíblica
- 18:00 - Culto Solene
Avisos
Conferência da Fé Reformada
29 e 30 de maio, na Igreja Presbiteriana de Joinville - Programação do Presbitério PNCT
Aniversariantes
12/05 - Terça-feira
- Anna Rosalia
Liturgia do Culto
Adoração ao Deus da Restauração
- Leitura Bíblica: Lucas 1
- Cântico: Grande Redenção - 45. Novo Cântico
- Milhares de milhares ouço cantando a Deus com gratidão. A Cristo, o Salvador, louvando por sua grande redenção. "A Deus louvai!" - em coro clamam: "A Deus louvai, pois nos amou e pelo sangue do Cordeiro de toda mancha nos lavou."
- O mesmo salmo triunfante em tons de santa exultação por todo o mundo vai subindo a Deus, autor da redenção. "A Deus louvai!" - nos vales soa, e os montes fazem ecoar: "A Deus louvai, o Deus da graça, que aos pecadores quer salvar."
- E nós, teus santos pés cercando enquanto militando aqui, as nossas vozes elevamos para exaltar, Senhor, a ti. "A Deus louvai!" - também clamamos: "A Deus louvai, Supremo Rei, e glória, honra, majestade a Cristo, o Salvador, rendei."
- Das trevas fomos nós chamados à tua pura e santa luz; da escravidão e do pecado nos libertaste pela cruz. "A Deus louvai!" - cantemos todos: "A Deus louvai, que nos remiu, e filhos seus e seus herdeiros em Cristo, nos constituiu."
- Oração
Confissão ao Deus da Restauração
- Leitura Bíblica: Esdras 2:61-62
- Cântico: Plenitude - Igreja Presbiteriana do Brasil
- Senhor, vem nos encher do teu poder, do teu amor. Transformar o nosso ser. Santificar as nossas vidas.
- Oh, vem restaurar dentro de nós o teu louvor, nossas almas reavivar. Vem reinar em nosso viver.
- Pois és nosso Senhor, nosso Pastor, nosso Amado, o Deus de nossas vidas, Autor da nossa salvação.
- És nossa razão, luz, proteção ao nosso lado. Oh, vem, senhor amado, reina sempre em nossos corações.
- Oração
Louvor ao Deus da Restauração
- Leitura Bíblica: Esdras 3:10-13
- Cântico: Rei das Nações - Vencedores por Cristo
- Grandes são as tuas obras, Senhor Todo-Poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos.
Ó Rei das Nações, quem não temerá? Quem não glorificará teu nome? Ó Rei das Nações, quem não te louvará? Pois só teu nome é santo! - Todas as nações virão e adorarão diante de ti, pois os teus atos de justiça se fizeram manifestos.
- Grandes são as tuas obras, Senhor Todo-Poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos.
- Oração
Dedicação ao Deus da Restauração
- Leitura Bíblica: Esdras 7:10
- Oração
Mensagem do Deus da Restauração
- Leitura Bíblica: Esdras 9:1-15
- Tema: A Bíblia é a História do Deus da Restauração – Rev. Jean
Consagração ao Deus da Restauração
- Cântico: Glorificar - Projeto Sola
- Em cada canto deste mundo, cada passo a ecoar seu amor, a sua redenção.
- Sempre a mesma bandeira, que não é sobre nós, mas é Cristo, a luz, Senhor e Rei.
O grande EU SOU, com sua voz, nos chama a existir, com ele caminhar, servir e amar a Igreja, seu santo nome, e até o fim sempre glorificar. - Um tesouro em vasos frágeis. Sua luz brilhou na escuridão, em nossos corações.
- Somos servos desse amor, mostrar o seu poder, graça que é apesar de nós.
- Em todo lugar, em cada expressão: Glorificar! Seja aqui ou além, e até o final: Glorificar!
- Oração Final
- Bênção Apostólica
- Amém Tríplice